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Eternamente

O Eterno é a Própria Vida!
August 17

Já Não

 

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Já Não

Já não será

já não

não viveremos juntos

não criarei teu filho

não coserei tua roupa

não te possuirei à noite

não te beijarei ao ir-me

nunca saberás quem fui

por que me amaram outros.

Não poderei saber

por que nem como nunca

nem se era verdade

o que disseste que era

nem quem foste

ou o que fui para ti

nem como teria sido
 
viver juntos
 
querer-nos
 
esperar-nos

estar.

Já não sou mais que eu

para sempre e tu


não serás para mim

mais que tu. Já não estás

num dia futuro

não saberei onde moras

com quem

nem se te lembras.

Não me abraçarás nunca

como naquela noite

nunca.
 
Não te tocarei de novo.
 
Não te verei morrer. 

Idea Vilarino 
 
Quando leio as suas poesias fico desarmada,
em tramas calada,
 murmurando Silênciosamente...
 
 
...y me vence y lo vezo
y me acaba y lo acabo
 
É uma  das maiores poetisas
de sempre nasceu no Chile em 1920.
Esta é a minha escolha hoje...pela minha
paixão inexplicavel? pela Sua Obra...mas
principalmente por todas as suas poesias.
 
17.08.2008
 
Beijos Doces
 
Eterna
 
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QUE BELO!!! Estou muito Contente!!!
 
Grazie  Fragola***
 
kiss
 
Eternamente by Madalena
 
*Inscreve o teu Blog na Directoria
vale a pena!  
 
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August 12

Falta-me

 

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Falta-me

Se me quiseres encontrar

procura-me por aqui, pelas

ruas da minha cidade,

perto dos chorosos vales

da minha querida Serra da Estrela.

Em cada esquina da minha cidade

deliro e murmuro febril em silêncio.

PORQUE SE ME CALAM AS PALAVRAS?

não consigo gritar ao mundo...

As palavras da minha boca silênciaram-se

mas eu continuo a gritar os meus

cansaços intermináveis, em silencio

eu ardo, eu choro, eu sinto-me com dor

Acredito que brevemente e cada vez

mais só conseguirei apenas falar com este

caderninho branco, onde as páginas

são brancas, limpas, imaculadas.

Ando perdida pelo mundo, sinto a

cor do vazio, e o vazio o que é?

O vazio é pura e simplesmente só.

O tempo sei que passa e eu fico parada

Fico á espera que chegues, á espera que vás

Minh'Alma doi-me, é uma dôr louca

daquela que ri, porque é lenta para que

a possa sentir cada segundo eterno, sem

piedade, falta-me viver, falta-me

um pouco de loucura na vida.

Falta-me a agitaçao, falta-me

o delirio, a transgressão.

Falta-me

     Falta-me

  O Sorriso e a Paz!

Madalena

12.08.2008

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Andam à solta os Poetas

No Seio da Multidão...

Alimentam-se, dos Sonhos perdidos;
Das Nuvens que surgem no Verão,
De Estetas, d'Almas Feridas;
P'lo Sabor da incompreensão.
Vagueiam, infelizes e Vazios!...
Pelo Fogo sem Combustão;
Vestem-se com o pranto dos Estios,
Com a Penumbra qu'alimenta;
Das Cores e alguns tons Frios
Que, por vezes a Tristeza Afugenta...
Vêem-se por detrás dos Espelhos,
Na Sua Aura Macilenta...
Soltam-se e Gritam sem poder parar!?
Sentem a Dor qu'afungenta,
A Esperança d'um Novo Estiolar!
Sons, acordes que se Desvanecem...
Sopros, que não Conseguem chegar!
 
(12.08.2008)
 
Apolinário  que tanto te estimo
 
escreves tão bem...
 
O meu Eterno Obrigado.
 
 

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Tirei Aqui

Beijos doces

Eterna

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August 06

TABULA SAMARADIGNA

 

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Os poetas do Umbral
que nos abraçam as asas da noite
SÃO os fantasmas revelados.
À hora do desencontro.
 
Por entre as paredes roxas
e os arbustos secos deixados
mortos no beiral dos nossos olhos
 
Por entre os beijos místicos
entre os deuses lunares
e a união dos pulsos de sangue
 
Somem-se letras de antigos
testamentos.
Amores contados pelas bocas
De outros corpos.
 
Às flautas e ás vozes
ondulantes
Seguem-se passos sibilinos
 
Esmeraldas caídas
 
Rasto ocasional de um amor
 
Que viverá na eterna lembrança do
Homem...
 
Shhhhh
 
Que te suma a voz
Fala-me com os olhos
e com a pele que te cobre o rosto
 
Com as pequenas inflexões
dos teu lábios nos meus...
porque a lua nos escuta
 
Essa donzela crescente
Da religião esquecida dos Homens.
 
NÃO acordes a noite
NÃO te poupes À intempérie...
Deixa-a cair À terra
Para que da Terra Renasça
Toda uma força Viva e Plena
Porque É Nela Que vive a Fonte
 
Depois o fantasma cruxificado
À tua pedra
Esfumar-se-Á como o resto dos
incensos que apagas no meu corpo.
 
Completum est quod dixi de operatione Solis
 
MCM
 
 Hermes

 
 
 
 
*A Tabula Samaradigna
oferecido por
amigo que muito
estimo*
 
 
*Apenas deixo um pequeno texto
solto, escrito por Madalena
durante sua viagem a Tenerife.
 
 
Sussurros doces e tranquilos
 ouço-os ao longe, silênciosamente
Os vulcões continuam adormecidos
 o Mar dá voz a um som mágico e fantástico.
Os amores esses vejo-os de mãos dadas
Seguem  a procurar quem sabe o quê
por entre beijos molhados, bocas
que se encontram, corpos que se colam,
a luz que cintila, até ao azul do amanhecer
Um instante Eterno no mundo.
 
 
(Tenerife 27/07/2008)
 
Beijos doces
 
Eterna

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July 29

Ouço-te e Amo-te

 

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Ouço-te e Amo-te

 

Ouço-te pertinho sussurras palavras

doces, a tua melodia que bem me faz!

O Sol doce e tranquilo aquece-me, bronzeia

a minha pele sinto-me dourada como se fosse Tua

uma Sereia que sorri perto de ti e chora

lágrimas salgadas quando me abandonas

Abraça-me Mar, espera-nos uma valsa pela noite dentro.

Vestirei um vestido côr da Lua, as pérolas são as

que ofereces-te, uma mistura da Pedra da Ilha

negra dos Vulcões Adormecidos.

Os meus sapatos serão cinza e dourados

brilhantes e suaves...

Estrelinhas cintilantes são as velas que tornam

o nosso ambiente mágico, unico, apaixonado.

Todos nos rodeiam, as crianças, os amantes,

o Peter Pan, o Nemo, a Pequena e Simpatica Sereia!

Tudo é encantamento, até o Capitão Gancho esboçou

um sorriso sincero...

Este mundo Perfeito, onde a Fantasia tranforma

a Nossa Cruz Pesada dos dias escuros e dificeis,

numa bela e brilhante Cruz da Vida!

Este é o Mundo dos Sonhos, onde o cinzento

é colorido, assim como a minha ou tua sina.

Aqui, a vida é um mar imenso, uma fonte inesgotável

de amor, em que o Céu beija a Terra, onde a Lua

se enamora do Mar Eternamente Belo!

(Escrito em Tenerife dia 25/07/2008)

Eterna    

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Para os Escritores Proibidos de Escrever

Na terra das sombras aprende-se a usar
Um fato de sombra de pesados contrafortes,
Uma máscara para o atrevimento de sair.
Dorme-se, a carne forrando uma cadeira.

Para estar direito é preciso curvar-se.
Salta-se, o caminho cruzado por um gato.
Sobressaltado acorda-se quando telefones
Retinem no andar de cima

Como se a luz do dia pudesse trazer
O som de pistolas que armam, desarmam, como um relógio
Enquanto num milhar de caves
os pensamentos explodem como alarmes de fogo.

 X.J. Kennedy (1929)

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July 16

Quero

 

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Quero

Abraço a brisa suave e tranquila

adormeço.

Para que renove o que de bom guardo

no coraçao, na minha essencia.

Os bosques junto ao mar sei eu

sorriem na noite de braços abertos

ao mundo, são os amantes que se beijam

sob a protecçao Divina da Lua e todo

o seu encantamento que nos faz amar.

A vida espera-me, o mar sente-me

 a Lua sem duvida, beija-me  e

abraça-me.Murmura-me palavras

doces, como se fosse ainda uma menina.

Por estes dias quero muito ser feliz!

Ser menina, ser mulher, ser mãe e tantas

coisas mais...

Beijos

Eterna

(16/07/2008)

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July 10

A Magia do Mar

 

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A Magia do Mar

 

Sinto que meus olhos como que por magia

choram famintos de Eternidade.

Sei que serão mais duas estrelas brilhantes

no Céu imenso que me abraça nas noites longas.

As ondas ouço-as quebram na areia, ouço seus

segredos, aproveito e murmuro baixinho...

Abeiro-me de ti das trevas  ou não, onde te fito

debruço-me sobre ti e não há aqui ninguem,

neste papel, nesta tela só nos dedos a espuma da onda,

e na boca o rumor da sua cadencia e o beijo e o nada

abraço o sal e escrevo ...lamentos, tristezas, decepções.

O mar não pode calar, mas leva-os pelos ventos

num belo barco fantasiado por mim, fico mais leve.

As ondas são perfumadas querem recompensar

pelas lágrimas salgadas de muitas Décadas.

Sinto a imensidão tranquila, deixo-me ficar.

Ficar só para contemplar, para me perder, sei

que a voz do Tempo nada te diz, mas quando

te vejo sei que me reconheces e entre a espuma

e a areia fina cantas para mim, queres ver o

meu sorriso imenso e o meu brilho no Olhár.

Espera por mim!

Eterna

(10/07/2008)

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July 03

Assim Hoje

   

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Assim Hoje

 

Um sopro murmurado num beijo doce

de uma noite quente de Verão me terá

despertado, sinto uma profunda e louca

vertigem num olhar gelado, o mundo

gira, fecho os olhos e abandono-me.

Quantos passos temos ainda para dar?

Sossego o meu olhar por dentro do reflexo

da água do rio da minha cidade...

A cada passo me interrogo...Sim!

Hoje, sinto-me só.

Assim.

Na crueldade das páginas em branco

e do silêncio mais gritante de sempre.

Assim hoje.

Os beijos, a musica, as palavras, os segredos

que me fazem sorrir em cada esquina

da minha Cidade, esqueceram-se de mim.

Sei que navegam soltos nas ondas das

 memórias.

Assim hoje, mas nunca amanhã.

Amanha vou ser quente, vou ser sol,

mar, vou ser sorrisos, vou seu Eu!

Eterna

(3/07/2008)

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Ser
 
agudamente
 
mãos de cereja
 
e afagos
 
cal
 
ou sol
 
pássaro inquieto
 
na idade do mundo
 
Ser
 
estrela a rebentar o olhar
 
e mar
 
________  Ser ________
   ________________
 
e amar
 
Eternamente
 
Lua as tuas palavras
tornam a minha página
mais bonita!
 
 

(4/07/2008)

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Iscriviti

Grazie 

 

 
  Sonno  molto felice
é un bello prémio!
 
(5/07/2008)
 
Eterna
 
 
 
 
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June 28

Á Espera

 

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Á Espera

A mulher sentada à porta, com os olhos

virados para a ombreira, esperava que os filhos

chegassem da escola. Depois, os filhos

acabaram a escola e foram trabalhar; e ela

deixou de os esperar. Mas continuou

sentada à porta, à espera que o marido

chegasse. Depois, o marido

morreu, e ela deixou de o esperar. Mas

continuou sentada à porta, com os olhos

virados para a ombreira, como se

não tivesse mais para onde olhar. Quando

passo por ela, não me olha. Podia perguntar-lhe

o que faz ali, se já não espera pelos

filhos, que acabaram a escola e foram

trabalhar, nem pelo marido, que

morreu. Mas ela olha para mim,

e obriga-me a ver que não é a mesma mulher

que eu via, quando esperava pelos

filhos - com um rosto jovem de quem desafia

o mundo; nem a mesma mulher que esperava

pelo marido, com o rosto cansado de quem

muito esperou. E vou-me embora, antes que

ela me diga, com o rosto envelhecido de

quem nada tem que esperar, que ainda espera

pela morte, que há-de vir devagar.



Nuno Júdice (1949)

porque me faltam as palavras a mim,

mas não os livros aqui fica a minha

escolha para esta semana...

Beijos de Eterna

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Siamo qui per consegnarti
il Premio Top5 Oltre l'apparenza
 
 
(30/06/2008)
 
Grazie a tutto lo Staff sonno  molto felice
é un bello prémio.
 
Eterna
 
 

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Grazie a lo Staff   Profumo di Emozioni

sonno molto molto felice com questo Premio

é molto bello e molto importante per me.

Bacio

Eterna

(1/07/2008)

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June 24

Inspiro Fragâncias

 

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Inspiro Fragâncias

 

Vivo numa Cidade pintada de branco

inundada pela luz da lua, vejo-a resistindo

ao Passado vivendo ainda num Tempo

distante, são as lendas e glórias de Viriato.

Que belas histórias as da minha Cidade!!!

Mas a minha manhã ainda ... não se

levantou deste branco, desta neblina.

Vejo na minha Cidade, nos bancos do Jardim

gentes enamoradas, nestas noites quentes

fazem crescer devagar a relva do chão,

os lagos que a Lua faz no chão, quando

abraça os eternos apaixonados...

Inspiro a fragância das flores e ao

Infinito vou buscar a Eternidade que

me abraçará no Tempo...

Aos Ceus vou buscar  a divina musica

que nos embalará pela vida por muitas

madrugadas, pedirei aos anjos que cubram

com suas asas o nosso amor e o protejam.

O Tempo estará para nós, porque a

Esperança ainda persiste em meu  coração.

Amo-te Meu Amor!

(24/06/2008)

Eterna

 

e a minha cidade
 
branca de luz da lua
 
a cada instante abre a palavra aos herois
 
como se fora um rio.de cristal.
 
único.glória dos tempos.
 
lá fora o sol é um fio de ouro. incêndio.
 
a desnudar-me os ombros líricos
 
vestido pelo ardor dos amantes.
 
descanso a memória deste delirante céu. amor.
 
porque a cada instante
 
podemos ser ruína ou beija-flôr.
 
Lua
 
 
(24/06/2008)
 
Obrigado minha amiga!!!
 
espero sempre por ti
 
*imagem SalvadorPozo
montagem feita
por mim.

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June 19

Gotas de Tempestade

 

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Gotas da Tempestade 

 

Ando a carregar as gotas da Tempestade

Já há muito...hoje esteve um sol brilhante

Abrigo um trago amargo e um doce nectar

de sonhos e ventos que parecem laminas.

Que me amarram e amordaçam os soluços

da saudade e da vontade de não estár sozinha

carrego uma cruz pesada, vomito a chuva nos

reflexos dos dias, noites intermináveis.

Peço a minha Primavera Eterna, que tarda.

Adormeço, cada vez me sinto mais leve,

ouço sorrisos brilhantes, alegres, são crianças,

são as minhas flores, o meu Ceu, o meu Mar.

Tudo existe para lá do Horizonte, até o sono

profundo em vez da insónia delirante.

Amanhã é um novo dia e em cada esquina

da minha cidade vou ver o sol brilhar, vou

encontrar e sentir os cheiros doces das minhas

flores e ver os sorrisos brilhantes...

Eterna 

(19/06/2008) 

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Um trabalho lindissimo

"CorpoLimiteMobilidade"

 do  Artista Plástico

Gonçalo Martins.

a insustentavel indefinição do ser*

Gostei muito!!!

Beijo*

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June 14

Cada Lágrima

 

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Cada Lágrima 

Piso no chão do meu caminho

das pedras da calçada, treme,

por cada lágrima desta minha luta.

Viro-mo para o alto de todas as

minhas viagens, rasgo o Tempo.

Mas, no meu Tempo me perco

não o conheço, nem o domino.

Abraço com força o horizonte

na janela aberta á minha frente.

Sinto, cheiro e ouço algures...

Um poema que  tão gelado

se faz, imenso e quente.

Beijo

Estou num aeroporto enorme

deito-me num banco na minha

solidão penso no longo

caminho entre o futuro e o presente.

Estou ainda por aqui.

Eterna

(14/06/2008)

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June 09

Anjos da Memória

 

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Os anjos alados
da memória

com as suas asas
de pérgula
e medronho

a voarem noite dentro,
pelo sonho

Serás de branco
despojada de tudo
à cabeceira

por detrás do meu ombro
anjo mudo

Serás de branco
despojada de tudo,

asas supostas
de ti
à minha beira

O pássaro cintilante
da tua nudez
(uma matriz calada)

Da tua nudez

Com os teus seios
de anjo
sob as asas

A tomares conta
da memória

És um passaro – digo
És um pássaro

com penas
cintilantes
dos teus olhos

As tuas asas
de pétalas

tecidas com a luz
das penas
das asas que te crescem

Poisar um pouco
nos parapeitos
da memória

antes de recomeçar
o voo
de regresso a casa

Com as nossas asas
lúcidas:
translúcidas e pálidas

Deixa-me voar
por cima do teu
colo

até ir poisar
na tua alma

É a memória,
dos teus dedos pisados
nas asas dos meus ombros

Entrelaçados
Enlaçados

Como entranças
os sonhos

As tuas asas de prata
que atravessam a voar
o território
brando
das minhas lágrimas

Este

é o inconsciente
dos teus olhos
de águas postas – de águas sobrepostas

– rente

à meiga – à mansíssima
racha
do teu ventre

Em voo raso
perto da sua boca:

A ouvir a memória...

Há um ruido de
asas
que te é próximo

um odor a flor,
a framboeza

um sabor a leite
e a morango
numa uterina luz de penumbra acesa

Um pouco acima
dos teus olhos,
como um pássaro

a voar por dentro,
bem por dentro
do interior dos lábios...

do corpo

A parte que é
anjo
do teu corpo

e me procura a meio
da madrugada

Sobrevoando o lago
que é suposto
ser no meu sono
aquilo que calava

A parte que é
anjo
do teu corpo

e me visita
a meio da madrugada

descansando as asas
dos teus ombros,
a meu lado:
em cima da almofada

Voava,
com a memória
das asas

no sentido inverso
do silêncio

e do sono

Oiço atrás de mim,
o breve respirar
das tuas asas

– quase imperceptivel –

Um ligeiro arfar
Como a brisa a passar
por entre as casas

Maria Teresa Horta

Escritora e Poetisa Portuguesa 1937 *

Este poema é magnifico...

por isso aqui fica  Eternamente.

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June 03

Segredos

     

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Segredos

 

Vi os meus passos na terra pisada...

Em todos os gritos da história mais

ouvida, por isso mais contada.

Em todos os segredos das minhas

madrugadas, foram gritos nas voltas

dos tempos.

Rasga-se o meu peito aparentemente

calmo, um eterno vazio...

Tudo é grito, dôr, mais do que peço,

mais do que quero.

Sinto-me tão imperfeita!

Procuro um verso no horizonte

que me levante o olhar de novo

para a luz imensa.

Quero partir, não sei bem qual

o meu rumo, levo flores porque

ainda as consigo olhar com delicia.

Agarro as correntes dos mares e

dos segredos...

Gostaria de ouvir pelos cantos da

minha rua e sentir mais uma vez

o Verbo Amar, sinto-me imperfeita

parece que esqueci de o proclamar

sinto-me fria e apática...mas hei-de

decorar o Verbo Amar!

Amar!

Eterna

(2/06/2008)

 

Um poema que gosto muito

trouxe-o para a Eternidade

Dai-me, senhor,
cada dia a palavra,
a semente de fogo necessária
à lavoura. Dai-me ainda
a graça de uma vida devastada
de amor.
Mas livrai-me do medo
de ver a prece atendida.


Flor Campino (1934)

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May 27

O Horizonte Adormecido

     

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O Horizonte Adormecido

 

Os meus dedos são magicos, nascem silêncios, lamentos.

Insónias que vão mais além do Céu e o azul do mar.

O Céu quer beijar o mar com ternura e abraça-lo.

O horizonte adormecido sobre as águas tranquilas

vejo-as num mar paciênte, tranquilo, sem gritos,

sei que espera beijar o céu, tem muita vontade.

Eu sei porque no silêncio que invade o ar, sente-se

SAUDADE

Meu rosto triste não compreende por vezes a

alegria do meu espirito...

Encontro-me só, no meio da noite, um pouco

perdida sim, despida por vezes de esperança.

Preciso adormecer, e sentir que regressas-te

sem nunca teres partido...será possivel unirmo-nos

num eterno abraço, será possivel o amor...

Eterna

(27/05/2008)